A isenção do Imposto de Renda por Alzheimer é um direito previsto em lei para aposentados, pensionistas e reformados diagnosticados com a doença.
Mesmo assim, muitas famílias desconhecem que podem suspender o desconto do imposto e, em alguns casos, recuperar o que foi pago nos últimos cinco anos.
E vamos além: apesar de ser um benefício garantido, a maioria das pessoas enfrenta dificuldades para entender as regras, reunir os documentos e apresentar o pedido corretamente.
Isso principalmente porque as solicitações feitas ao INSS costumam demorar, gerar negativas indevidas ou não incluir os valores retroativos.
O que fazer então diante desses desafios? O primeiro passo é conferir este nosso artigo!
Vamos explicar em detalhes quem tem direito, como funciona a isenção, quais são os documentos necessários, como realizar o pedido administrativo ou judicial e qual é o caminho mais seguro para garantir o benefício sem erros.
Confira!
Resumo para quem está sem tempo de ler na íntegra
A isenção do Imposto de Renda por Alzheimer permite que aposentados, pensionistas e reformados com diagnóstico da doença deixem de pagar o IR sobre esses rendimentos.
A legislação também garante a possibilidade de solicitar a restituição dos últimos cinco anos de imposto pago indevidamente.
Para conseguir o direito, é obrigatório apresentar laudo médico oficial, fazer o pedido à fonte pagadora e declarar corretamente a condição no INSS. Mesmo pacientes em estágio inicial, moderado ou avançado permanecem amparados.
Contar com um advogado especializado aumenta as chances de reconhecimento rápido do direito e da liberação dos valores retroativos.
Quem tem Alzheimer tem direito a algum benefício?
Sim. O Alzheimer é reconhecido pela legislação brasileira (Lei nº 7.713, de 1988 e Decreto nº 3.000, de 1999), como uma doença grave para fins tributários, garantindo isenção do Imposto de Renda por Alzheimer sobre aposentadoria, pensão e reforma.
Vale frisar que essas formas de rendimentos são fontes essenciais para o sustento de milhares de pacientes e suas famílias.
De acordo com dados de 2023 do Ministério da Saúde, no Brasil, 1,2 milhão de pessoas têm Alzheimer. Diante disso, é extremamente importante falar sobre a isenção do IR e o acesso a outros benefícios previdenciários e assistenciais, conforme o caso.
Também vale destacar o acompanhamento prioritário, a isenção de tarifas e, em situações específicas, o adicional de 25% na aposentadoria por invalidez.
Um dos nossos advogados explica, em vídeo, como funciona o processo de isenção do IR por doença séria.
Quais são as regras para conseguir a isenção do IR?
Para solicitar a isenção do Imposto de Renda por Alzheimer, o paciente deve cumprir três requisitos principais:
- receber aposentadoria, pensão ou reforma (inclusive complementar);
- apresentar laudo médico oficial emitido por serviço público;
- fazer o pedido à fonte pagadora ou ingressar judicialmente.
Vale ressaltar que, apesar de simples, o processo costuma enfrentar entraves quando realizado exclusivamente pela via administrativa. Entre os problemas mais comuns:
- demora na análise;
- negativas injustificadas;
- concessões com prazo determinado (o que é incorreto);
- ausência de pagamento dos valores retroativos.
Por isso, muitos casos só são resolvidos de forma rápida pela via judicial.

Como pedir isenção de Imposto de Renda por Alzheimer? Passo a passo
No total, são seis passos que você precisa seguir para pedir a isenção
- acessar o site ou aplicativo do Meu INSS, ou ir até uma unidade presencial, se assim for preciso;
- preencher o requerimento de isenção de Imposto de Renda para pessoas com Alzheimer;
- anexar documentos e laudos médicos, digitalizados em boa qualidade;
- protocolar o pedido e registrar o número de protocolo para acompanhamento;
- aguardar análise do INSS, que pode pedir esclarecimentos ou complementação de documentos;
- receber a concessão da isenção e, se for o caso, solicitar a restituição dos valores pagos nos últimos cinco anos por meio da retificação das declarações anteriores.
Documentos necessários
Para fazer o pedido, é necessário apresentar:
- laudo médico pericial oficial com CID F00 ou correlatos;
- documentos pessoais;
- informes de rendimentos;
- formulários da fonte pagadora ou da Receita Federal.
Observação: esses documentos serão usados tanto na solicitação da isenção do Imposto de Renda por Alzheimer quanto na eventual restituição dos valores pagos.
Veja também: você foi vítima dos descontos indevidos do seu benefício pago pelo INSS? Saiba como agir!
@abladvogados 📣 INSS estabelece acordo sobre as fraudes nos benefícios. O INSS firmou um acordo no STF, dentro da ADPF 1236, pra resolver os casos de descontos indevidos feitos por associações diretamente no benefício de aposentados e pensionistas. Em muitos casos, esses valores eram descontados sem autorização clara ou consciente do segurado. Agora, com esse acordo, é possível cancelar os descontos e pedir a devolução do que foi cobrado nos últimos 5 anos. 🗓️ Os pagamentos começam a partir de 24 de julho de 2025, com correção pelo IPCA. 🔍 Como cancelar e solicitar a devolução: Ligue para o 135 (segunda a sábado, das 7h às 22h) ou acesso o Meu INSS pelo aplicativo ou site. 📲 Compartilha com quem precisa saber disso! #inss #fraudeinss #aposentadoria #pensionistas #supremotribunalfederal
A importância do laudo médico
O laudo é o documento mais importante do processo. Ele deve ser emitido por órgão público e conter:
- diagnóstico formal;
- CID;
- data provável de início da doença;
- assinatura e carimbo do médico perito.
Laudos particulares não são aceitos para fins de isenção.
Como solicitar a isenção junto à Receita Federal?
Após a aprovação da isenção do Imposto de Renda por Alzheimer, o contribuinte deve:
- atualizar seus dados na fonte pagadora;
- apresentar o laudo médico oficial;
- ajustar a declaração anual no campo de rendimentos isentos;
- retificar declarações anteriores, se necessário.
Como apresentar o pedido de isenção por Alzheimer à Receita Federal?
O pedido pode ser apresentado:
- diretamente pelo portal e-CAC;
- por meio de dossiê digital;
- via atendimento presencial, quando exigido.
Mas atenção: isso não substitui a necessidade de protocolar também o pedido junto ao INSS ou ao órgão responsável pela aposentadoria.

É possível receber valores retroativos?
Sim. O paciente pode recuperar até cinco anos de imposto que foi retido de forma indevida, considerando a data do diagnóstico comprovada no laudo médico oficial.
No pedido administrativo, normalmente é necessário corrigir as últimas cinco declarações de Imposto de Renda, o que pode alongar o processo e aumentar as chances de inconsistências.
Já pela via judicial, a liberação costuma ser mais ágil, porque os valores são pagos diretamente no processo, com atualização monetária e juros.
O cálculo do que será devolvido considera os rendimentos que deveriam ter sido isentos nesse período retroativo. Para dar entrada no pedido, o contribuinte precisa reunir documentos essenciais, como:
- comprovantes de rendimentos dos anos anteriores;
- cópias das declarações já enviadas à Receita Federal;
- laudos médicos que confirmem o diagnóstico.
Depois da análise e aprovação, a restituição é depositada na conta bancária informada pelo próprio contribuinte.
O que fazer se o pedido for negado?
Negativas são comuns, mesmo quando o paciente tem direito.
Caso a Receita ou o INSS neguem, é possível recorrer administrativamente, mas a alternativa mais rápida e segura é ingressar com ação judicial.
Conte com a ABL Advogados
Precisa de ajuda para solicitar a isenção do Imposto de Renda por Alzheimer? Nós, da ABL Advogados, somos referência nacional em isenção por doença grave.
Nossa equipe acompanha todo o processo, incluindo:
- pedido administrativo;
- ação judicial;
- restituição dos valores retroativos.
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Conclusão
A isenção de Imposto de Renda para pessoas com Alzheimer é um direito essencial que garante mais tranquilidade financeira em um momento que já exige tantos cuidados.
Além de suspender o desconto mensal do imposto, o benefício também permite recuperar valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, o que representa um importante alívio para o paciente e para a família.
Para que tudo seja reconhecido corretamente, é fundamental apresentar o laudo médico oficial, cumprir os requisitos legais e informar os rendimentos como isentos na declaração anual.
Embora o pedido possa ser feito de forma administrativa, o caminho judicial costuma ser mais rápido e eficiente, principalmente quando há interesse em receber os retroativos de forma integral e atualizada.
Contar com um advogado especializado faz toda a diferença, pois evita negativas injustas e garante que todo o processo seja conduzido com segurança. Com orientação adequada, é possível assegurar esse direito e reduzir impactos financeiros desnecessários.







