Se você precisa comprovar uma deficiência, é natural ter dúvidas sobre como conseguir o laudo PCD, quem pode emiti-lo e quais são as informações que precisam aparecer nele.
Afinal, o laudo é utilizado para caracterizar uma condição e seus efeitos sobre a funcionalidade da pessoa. Porém, os requisitos podem variar conforme a finalidade, seja para um emprego, concurso público, benefício previdenciário, aposentadoria ou outro procedimento.
Se você já tem exames, relatórios médicos ou acompanha um tratamento há algum tempo, talvez já tenha feito a parte da documentação necessária. Mas será que ela é suficiente para comprovar a deficiência? É isso que vamos explicar a seguir.
O que é o laudo PCD?
O laudo PCD é um documento que descreve uma condição que pode caracterizar deficiência e os seus impactos funcionais. A deficiência, conforme a Lei Brasileira de Inclusão, está relacionada a um impedimento de longo prazo que, em interação com barreiras, pode dificultar a participação em igualdade de condições com outras pessoas.
Entre as informações que podem fazer parte do documento estão a identificação da pessoa, uma descrição da condição ou deficiência, o seu histórico, CID (quando aplicável), os comprometimentos e limitações funcionais e demais informações sobre a evolução e o caráter de longo prazo da condição junto da identificação do profissional responsável.
Caso tenha mais dúvidas sobre o assunto em geral, recomendamos que assista ao vídeo abaixo, que explica os direitos da pessoa com deficiência (PCD) no INSS:
Como conseguir laudo PCD?
Se você precisa comprovar uma deficiência, alguns passos podem facilitar a obtenção do documento. Confira-os, abaixo.
1. Reúna seus documentos médicos
Separe exames, receitas, relatórios, prontuários, documentos de cirurgias e outros registros relacionados à condição. Além de ajudar o profissional a compreender seu histórico, essa documentação pode evitar que informações importantes sejam esquecidas durante a avaliação.
2. Procure o profissional que acompanha seu caso
O caminho pode começar pelo médico que já acompanha a sua condição ou por outro profissional habilitado na área relacionada à deficiência. Dependendo da situação, pode ser necessária uma avaliação complementar.
3. Informe para qual finalidade o laudo será utilizado
Explique ao profissional se o documento será apresentado para emprego, concurso, benefício previdenciário, aposentadoria ou outra finalidade. Essa informação é importante porque cada procedimento pode exigir dados, modelo ou prazo específicos.
4. Faça a avaliação necessária
O profissional avaliará a sua situação e poderá utilizar exames, histórico clínico e outras informações para caracterizar a condição e suas repercussões. Em determinadas situações, também pode haver participação de uma equipe multiprofissional.
5. Confira o documento antes de apresentá-lo
Verifique se as informações estão completas, legíveis e correspondem à sua situação. Confira também data, assinatura e identificação profissional.
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Quem pode emitir o laudo PCD?

A resposta depende da deficiência e da finalidade do documento. Não é correto afirmar que somente um médico pode emitir qualquer tipo de laudo PCD. Há situações em que profissionais de saúde de nível superior que atuam na área da deficiência também podem emitir o chamado laudo caracterizador.
Em editais recentes do Cebraspe, por exemplo, são mencionados médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, conforme a área de atuação.
Por isso, antes de marcar uma consulta apenas para pedir um laudo, verifique qual é o tipo de documento que a instituição realmente exige.
O que deve constar no laudo PCD?
As exigências podem variar, mas um laudo destinado à comprovação da deficiência pode apresentar informações como:
- Nome e identificação da pessoa;
- Descrição da deficiência ou condição;
- Histórico relevante;
- CID, quando aplicável;
- Funções ou estruturas do corpo afetadas;
- Limitações funcionais;
- Impedimentos de longo prazo;
- Exames utilizados na avaliação;
- Recursos de acessibilidade, próteses ou órteses, quando relevantes;
- Data de emissão;
- Assinatura e identificação do profissional, com registro no respectivo conselho.
CID é suficiente para comprovar a deficiência?
Não, o CID identifica uma doença ou condição de saúde, mas não descreve sozinho como ela afeta a funcionalidade e a participação da pessoa.
A legislação considera aspectos como impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação. Por isso, um documento que apenas apresenta um código de diagnóstico pode não fornecer todas as informações necessárias para determinada finalidade.
Saiba mais: Revisão de Aposentadoria da Pessoa Com Deficiência: Quem possui direito e Como conseguir?
Por que as limitações funcionais são importantes no laudo?
Imagine uma pessoa com uma condição que afeta a mobilidade. Saber apenas qual é o diagnóstico não explica necessariamente o que ela consegue ou não fazer, quais atividades são afetadas ou quais adaptações podem ser necessárias. Por exemplo:
- Informação genérica: “Pessoa com deficiência física. CID XX.XX.”;
- Informação funcional: “Condição permanente que provoca redução de mobilidade e limita determinadas atividades, com necessidade de utilização de recurso de acessibilidade.”
O segundo exemplo ajuda a compreender os efeitos da condição. Naturalmente, a descrição deve corresponder à avaliação do profissional e à situação concreta da pessoa.
O histórico da condição também precisa aparecer?
O histórico ajuda a contextualizar a deficiência e sua evolução. Conforme a finalidade do documento, podem ser relevantes informações sobre:
- Quando a condição começou;
- Evolução do quadro;
- Tratamentos realizados;
- Cirurgias, quando houver;
- Sequelas;
- Estabilidade ou progressão;
- Recursos de acessibilidade utilizados.
O laudo PCD pode ser usado para benefícios do INSS?
O laudo pode ser importante para apresentar informações sobre a deficiência, mas sua existência, sozinha, não garante a concessão de um benefício do INSS, seja previdenciário ou assistencial.
Na aposentadoria da pessoa com deficiência, por exemplo, o INSS considera requisitos próprios e realiza avaliação da deficiência. Já o BPC destinado à pessoa com deficiência exige, entre outros requisitos, a comprovação de impedimento de longo prazo e passa por avaliação social e médica.
Os benefícios por incapacidade, por sua vez, envolvem uma análise relacionada à capacidade para o trabalho e aos demais requisitos previstos para cada benefício.
Assim, um laudo bem elaborado pode ajudar na documentação, mas não substitui as avaliações e demais exigências do benefício solicitado.
Se este é um tema do seu interesse, aproveite para ver também nosso vídeo que explica como conseguir a aposentadoria para pessoas com deficiência:
Laudo PCD tem validade?
Não existe um único prazo de validade aplicável a todos os laudos PCD. A exigência pode depender da finalidade e das regras do órgão ou instituição que receberá o documento. Em processos seletivos, por exemplo, pode haver exigência de que o laudo tenha sido emitido dentro de determinado período.
O que fazer se o laudo PCD for recusado?
Se o documento for recusado, primeiro procure entender qual foi o motivo da negativa. Confira se:
- Faltou alguma informação;
- O documento deveria seguir um modelo específico;
- Era necessária uma avaliação complementar;
- O profissional responsável atendia às exigências do procedimento;
- Havia alguma regra sobre a data de emissão.
Se a recusa estiver relacionada ao reconhecimento de um direito previdenciário, é importante entender exatamente o motivo antes de tomar qualquer providência.
Se a questão envolver um benefício ou outro direito previdenciário, vale também verificar se a documentação atende aos requisitos específicos do pedido. Nesses casos, contar com orientação adequada pode ajudar a evitar dúvidas e reunir os documentos necessários.
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Perguntas frequentes sobre o laudo PCD
Quem pode emitir o laudo PCD?
Depende da deficiência e da finalidade do documento. Pode haver participação de médico ou de outro profissional de saúde habilitado na área correspondente, conforme as exigências do procedimento.
Qual CID dá direito a PCD?
Nenhum CID, isoladamente, garante o enquadramento como pessoa com deficiência. A análise também considera impedimentos de longo prazo, limitações funcionais e outros critérios aplicáveis.
Onde conseguir laudo PCD pelo SUS?
O atendimento pode começar em uma UBS ou outro serviço da rede pública. Conforme a situação, a pessoa pode ser encaminhada para profissional ou serviço especializado.
Laudo PCD dá direito à aposentadoria?
Não automaticamente. O documento pode ajudar a comprovar a deficiência, mas a aposentadoria depende do cumprimento dos requisitos previdenciários e das avaliações exigidas pelo INSS.







